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Sesa anuncia medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti

03/12/2015


A recente confirmação da relação entre os casos de microcefalia registrados em bebês e o zika vírus colocou o Brasil em estado de emergência. Principalmente porque o vírus é transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite dengue e chikungunya. Diante da gravidade da situação, a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), alinhada às ações do Ministério da Saúde, reuniu a imprensa, na manhã de ontem, para falar à população e pedir a união de todos os capixabas no combate ao mosquito.

“O país está vivendo uma emergência em saúde. Essa é uma situação fora do normal. A última vez em que o Brasil decretou estado de emergência em saúde foi em 1917, quando enfrentava a gripe espanhola. O clima é de mobilização e de guerra contra o mosquito em função do que estamos vivendo hoje”, disse o secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira.

Com a proximidade do verão, aumenta a preocupação, pois nesta época do ano é naturalmente maior o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, a possibilidade de transmissão de dengue, zika e chikungunya, esta última doença ainda não registrada no Espírito Santo. A gerente de Vigilância em Saúde da Sesa, Gilsa Rodrigues, ressaltou que será necessário fazer uma intensificação de combate ao mosquito diferente do que foi feito até agora.

“Por isso estamos chamando Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), as secretarias municipais de Saúde e também de serviços urbanos, responsáveis pela coleta de lixo urbano, enfim, diversos órgãos que possam ajudar no combate ao mosquito, além da população, que precisa dar a sua colaboração. Afinal, 72,87% dos criadouros do mosquito estão dentro das casas. Esse percentual é maior do que o do ano passado. Isso é muito preocupante porque quando a gente acredita que a população está entendendo que não se pode criar mosquito dentro de casa, vimos um aumento dos focos nos domicílios”, enfatizou a gerente.

Os principais criadouros do Aedes aegypti são vasos de planta e pratinhos que ficam sob os vasos para recolher a água (31,3%); depósitos de água para consumo humano (23,57%) – tanto depósitos elevados quanto ao nível do solo; pneus, câmaras de ar, entulhos, sucatas deixadas a céu aberto (25,1%); calhas, ralos, floreiras de cemitérios (18%); e, em menor proporção, depósitos naturais, como bromélias, oco de árvores e buracos em rochas (2,1%).

A presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Espírito Santo (Cosems-ES), Andreia Passamani, disse que é necessário realizar um mutirão cívico, pois todos devem estar envolvidos em prol do mesmo objetivo. “O foco de nossa discussão no Cosems neste momento é o zika vírus. Nós estamos seguindo todas as recomendações e não estamos conseguindo eliminar o mosquito, mas é porque esse é um problema não só de saúde pública, mas de toda a população. Nos ajuda muito, por exemplo, quando as pessoas denunciam casas fechadas e com focos do mosquito”, comentou.

NÚMEROS - Para eliminar os focos do mosquito e consequentemente reduzir o índice de pessoas doentes, é necessária a contribuição de todos: Estado, os municípios e a população. Somente com a união dos esforços será possível combater o mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya (veja, abaixo, como diferenciar cada uma).

No ano passado, foram notificados 24.944 casos de dengue no Espírito Santo, com 22 óbitos confirmados no total. Neste ano, até a 46ª semana epidemiológica (entre 04 de janeiro e 21 de novembro) os municípios capixabas notificaram 34.385 casos da doença, com 28 óbitos confirmados no período. No cenário nacional, os números mostram um aumento de 79,02% na quantidade de óbitos. Foram 453 em todo o ano de 2014 contra 811 até a 46ª semana epidemiológica de 2015.

O zika vírus, registrado neste ano pela primeira vez no território brasileiro, também causa grande preocupação, tanto pelo número de casos, que tem aumentado rapidamente no país, em especial no Nordeste, quanto por causar microcefalia nos bebês quando mulheres grávidas são infectadas. No Espírito Santo foram registrados, até esta terça-feira (01), 185 casos suspeitos de infecção pelo zika vírus, sendo que cinco desses foram confirmados laboratorialmente (04 em Vitória e 01 em Vila Velha).

Até o dia 1º de dezembro, a Sesa recebeu notificação de três bebês nascidos com microcefalia, 10 grávidas com doença exantemática (manchas vermelhas na pele) e oito gestantes com bebês com microcefalia. Os casos estão sendo investigados.

AÇÕES

:: Intensificação da mobilização social contra o Aedes aegypti acontecendo em todo o Estado;

:: Mutirão de capacitação em todo o Estado para médicos e enfermeiros de manejo clínico para Dengue, Chikungunya e Zika vírus (novembro e dezembro);

:: Envolvimento com as secretarias de governo parceiras para o combate ao vetor (Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Sedurb);

:: Mobilização junto aos gestores municipais de Saúde e Serviços Urbanos;

:: Frota de veículos disponível com equipamento de UBV;

:: Bombas costais a serem utilizadas em áreas com surto/epidemia;

:: Criação do gabinete de monitoramento dos índices da doença;

:: Formação de um comitê de especialistas para monitoramento da situação (sociedade de obstetrícia, pediatria, infectologia, neurologia, representantes da gestão municipal, dos serviços de alta complexidade e da SESA);

:: Campanha na mídia alertando a população acerca dos riscos e informando sobre a importância de controlar o vetor;

:: Articulação com médicos especialistas (sociedade de obstetrícia, pediatria, infectologia, neurologistas, ginecologistas): reunião realizada na noite de ontem, no auditório da Sesa;

:: Reunião de mobilização com secretários municipais de Saúde e secretários municipais de Serviços Urbanos: reunião nesta quinta-feira, às 10 horas, na Emescam.

 

FOTO: Romero Mendonça / Secom - ES

(Os textos publicados são produzidos pela Rede de Comunicação do Governo do Espírito Santo)